1917 – A Senhora Frola eo Senhor Ponza

A Senhora Frola eo Senhor Ponza

In Italiano – La signora Frola e il signor Ponza suo genero (1917)

A Senhora Frola eo Senhor Ponza  

Mas, em suma – não lhes parece? – é para enlouquecer não poder saber-se, com certeza, qual dos dois seja o louco, se esta Senhora Frola ou este enhor Ponza, seu genro. Coisas que só acontecem em Valdana, cidade infeliz, perdição de todos os estrangeiros excêntricos.
Ela ou ele, não há por onde fugir. Um dos dois deve ser louco, por força. Trata-se, nada mais nada menos, que disto… Mas… é melhor começar pelo princípio, por ordem.

Confesso-lhes que me magoam seriamente os sobressaltos em que vivem, há três meses, os habitantes de Valdana, e pouco se me dá da Senhora Frola e do Senhor Ponza, seu genro. Porque, se é verdade que uma grande desgraça pesa sobre eles, não é menos verdade que um dos dois, ao menos, teve a ventura de enlouquecer, no que, aliás, foi acompanhado e auxiliado pelo outro, e de tal maneira que – repito – não se consegue saber qual dos dois é realmente o louco. Aí está, sem dúvida, um consolo original, o melhor de quantos poderiam conseguir. Mas, eu pergunto: Os senhores acham que é pouco trazer uma população inteira sob a ameaça deste pesadelo? Sem que ela possa, devido a uma completa perturbação de juízo, distinguir entre o fantasma ea realidade? É uma angústia, uma aflição perpétua. Cada habitante vê, todos os dias, aparecer à sua frente aqueles dois; olha-os em pleno rosto; sabe que um deles é louco; estuda-os, observa-os, examina-os, e nada! Não consegue descobrir qual seja; onde está o fantasma, onde está a realidade? Nasce, naturalmente, no espírito de cada um a suspeita perniciosa de que tanto vale a realidade como o fantasma, e que, por conseguinte, toda realidade pode muito bem ser o fantasma e vice-versa. Os senhores acham que é pouco? Eu, por mim, se estivesse na pele do senhor prefeito, ea bem da saúde de espírito dos habitantes de Valdana, expulsaria, antes de mais nada, a Senhora Frola eo Senhor Ponza, seu genro.

* * *

Mas, comecemos pelo princípio, por ordem.
Este tal Senhor Ponza chegou a Valdana vai fazer agora três meses, como secretário da prefeitura. Tomou aposentos no casarão novo, que fica logo à saída da vila, ea que chamam “Il Favo”. Um apartamento no último andar. Três janelas abertas sobre a campina, muito altas, muito tristes (porque a fachada de lá, aberta para o poente, sobre todos aqueles hortas pálidos, apesar denova, entristeceu-se muito) e três janelas internas, do lado de cá, sobre o pátio, por onde corre o balaústre da varanda, dividido por tabiques de grades. Nesse balaústre, pendem muitos cestos pequenos, prontos para serem puxados por meio de uma corda, em caso de necessidade.
Ao mesmo tempo, porém, e com grande espanto de todos, o Senhor Ponza alugou, no centro da cidade, precisamente na Rua Santos, 15, outro apartamento mobilado, composto de três quartos e cozinha. E disse que era para a sua sogra, a Senhora Frola. Esta chegou, de fato, cinco ou seis dias depois. O Senhor Ponza foi, sozinho, esperá-la à estação e conduziu-a para ali, onde a deixou, sozinha.
Compreende-se que uma filha, casando, deixe a casa da mãe para ir viver com o marido. mesmo que seja numa outra cidade; mas que esta mãe, depois, não podendo suportar a ausência da filha, abandone a sua cidade, a sua casa, e vá procurá-la, e que, na cidade onde tanto ela como a filha são forasteiras, vá morar numa casa à parte, é o que se não compreende muito facilmente; ou, então, deve-se admitir que, entre a sogra eo genro, existe uma incompatibilidade tão grande que torna realmente impossível a convivência, ainda mesmo nestas condições.
Foi isso, naturalmente, o que, a princípio, se supôs em Valdana. E quem com isso saiu perdendo no conceito de todos foi, evidentemente, o Senhor Ponza. Quanto à Senhora Frola, ainda que alguém lhe quisesse reconhecer alguma culpa, ou por falta de tolerância, ou por causa de uma ou outra teimosia, o certo é que a todos comoveu o amor materno que a arrastava para perto da filha, condenada, como estava, a não poder viver junto dela.
O que em grande parte contribuiu para esta consideração pela Senhora Frola e para o conceito que do Senhor Ponza logo se firmou no espírito de todos – isto é, que fosse mau e cruel – foi também, verdade seja dita, o aspecto de ambos. Baixo, sem pescoço, negro como um africano, com espessos e grossos cabelos sobre a fronte pequena, densas e ásperas sobrancelhas unidas, grandes e reluzentes bigodes de policial, e, nos olhos profundos, fixos, quase que só pupilas, uma intensidade violenta, exacerbada, dificilmente contida, não se sabe se de tétrico pesar, se de despeito pela vista alheia, o Senhor Ponza não fora feito, certamente, para conquistar a simpatia ou a confiança. A Senhora Frola é, ao contrário, uma velhinha pálida, graciosa, desde a nobreza dos seus traços finos até o seu ar melancólico, mas de uma melancolia sem peso, vaga e gentil, que não exclui a afabilidade para com todos.
Ora, desta afabilidade, que é natural na sua pessoa, a Senhora Frola deu logo provas na cidade, tendo feito crescer, no espírito de todos, a aversão pelo Senhor Ponza. E isto porque apareceu, claramente, a índole dela, não só meiga, conformada, tolerante, mas, ainda, cheia de indulgente compaixão pelo mal que lhe fez o genro; e ainda porque se conseguiu saber que ao Senhor Ponza não basta o relegar para uma casa à parte aquela pobre mãe, senão que leva sua crueldade ao ponto de lhe impedir que visite a filha.
Crueldade? Não, não, protesta imediatamente a Senhora Frola nas suas visitas às senhoras de Valdana, estendendo as mãozinhas pálidas, e verdadeiramente receosa de que se possa pensar isso a respeito do genro. E apressa-se em decantar-lhe todas as virtudes, a dizer dele todo o bem possível e imaginável: a dizer do amor, dos cuidados, das atenções que ele não só dispensa à filha como também a ela, sim, a ela também; e, além de tudo, solícito, desinteressado… Ah, cruel, não, pelo amor de Deus! O que se dá é apenas o seguinte: o Senhor Ponza quer a mulherzinha toda para si, só para si, ao ponto de exigir que, mesmo o amor que ela deve dedicar à mãe, o dedique indirectamente, por meio dele, através dele… Eis tudo. Sim, têm razão, a princípio pode parecer crueldade, mas não é; é coisa bem diferente, é uma oisa que ela, a Senhora Frola, compreende  perfeitamente mas não sabe explicar. Temperamento? Não! É uma espécie de doença… como dizer? Meu Deus, basta olhar para os olhos dele! À primeira vista, causam uma péssima impressão; mas para quem, como ela, sabe ler neles, quantas coisas dizem! Dizem tudo: dizem de um mundo de amor, todo encerrado no seu íntimo, e onde a mulher deve viver sem nunca sair, nem um instante sequer, nem mesmo a mãe, deve penetrar. Ciúme? Talvez;  desde que se queira definir vulgarmente aplenitude exclusiva desse amor. Egoísmo? Mas um egoísmo que se dá todo, como um mundo, à própria esposa. Egoísmo, no fundo, seria talvez o dela, querendo penetrar nesse mundo fechado, de amor, e nele introduzir-se à força, não obstante saber que a filha é feliz, sendo tão adorada… Para uma mãe, é o quanto basta! De resto, não é verdade que não veja sua filha. Duas ou três vezes por dia, ela vê-a; entra no pátio da casa; toca a campainha e, imediatamente, a filha aparece lá em cima, à janela.
Como estás, Tildinha?
– Muito bem, mamãe, e tu?
– Como Deus quer, minha filha. Vamos, faze descer o cesto!
E no cesto, num pedaço de papel, sempre duas ou três palavras, com as notícias do dia. Aí está.
E é o quanto lhe basta.
Isto há quatro anos, ea Senhora Frola já se conformou e habituou com essa vida. Resignou-se. E quase não sofre mais.

* * *

Como é fácil perceber, a resignação da Senhora Frola, o hábito do martírio, que ela diz ter adquirido, redundam em prejuízo do Senhor Ponza, seu genro, quanto mais ela, com as suas longasconversas, se cansa em desculpá-lo.
Com verdadeira indignação, portanto, e também com uma ponta de medo, as senhoras de Valdana, que receberam primeiro a visita da Senhora Frola, acolhem, no dia seguinte, o aviso de outra visita inesperada, a do Senhor Ponza, que pede lhe concedam apenas dois minutos de audiência, para uma “declaração imperiosa”, se não lhes causa incómodo.
Com o rosto afogueado, quase congestionado, com os olhos mais duros e mais tétricos do que nunca, com um lenço que, de tão branco, realça tremendamente, bem como os punhos e peitilho da camisa, sobre o preto da pele, dos cabelos e da roupa, o Senhor Ponza, enxugando a todo instante o suor que lhe escorre da fronte baixa e das faces raspadas e violáceas, não tanto pelo calor como pelo esforço evidente que faz sobre si mesmo, e devido ao qual até as mãos grandes, de unhas compridas, lhe tremem; neste ou naquele salão, diante das senhoras que o contemplam, quase aterrorizadas, pergunta, antes de tudo, se a Senhora Frola, sua sogra, as visitou no dia anterior; depois, com esforço, com dificuldade, com agitação sempre crescente, pergunta se ela lhes falou da filha e se disse que ele a proíbe, absolutamente, de vê-la e de entrar em sua casa.
As senhoras, vendo-o tão agitado, se apressam, como é fácil de imaginar, em responder-lhe que a Senhora Frola lhes falou, de facto, dessa proibição, mas que, ao mesmo tempo, disse dele todo o bem possível e imaginável chegando mesmo a desculpá-lo, e, ainda mais, a não lhe reconhecer a menor sombra de culpa por causa disso.
Mas eis que, ao invés de se acalmar, ante as respostas daquelas senhoras, o Senhor Ponza se agita ainda mais; os olhos se lhe tornam ainda mais duros, mais fixos, mais tétricos; as enormesgotas de suor mais abundantes; e por fim, fazendo um esforço ainda mais violento sobre si mesmo, formula a sua “declaração imperiosa”.
E que é, simplesmente, a seguinte, que a Senhora Frola, coitadinha, não parece, mas é uma louca.
A sua loucura data de quatro anos. E consiste, exactamente, em fazer crer que ele não lhe deixa ver a filha. Que filha? Morreu há quatro anos, a filha; ea Senhora Frola, de tanta dor que essa morte lhe causou, enlouqueceu. Enlouqueceu, sim, e por felicidade, porquanto a loucura foi para ela a consolação da sua dor desesperada. Naturalmente, não a teria de outro modo suportado, senão assim, isto é, supondo que a sua filha não morreu e que é ele, ao contrário, seu genro, quenão lha deixa ver mais.
Por um simples dever de caridade para com uma infeliz, ele, o Senhor Ponza, alimenta, há quatro anos, a custo de muitos e grandes sacrifícios, essa piedosa loucura: mantém, com uma despesa superior às suas forças, duas casas: uma para si, outra para ela; e obriga a sua segunda mulher, que a isso se presta, felizmente, de bom grado, a alimentar também aquela loucura. Mas caridade, dever, vão até certo ponto: mesmo porque, devido à sua qualidade de funcionário público, o Senhor Ponza não pode permitir que se suponha, na cidade, a respeito dele, esta coisa cruel e inverosímil: que ele, por ciúme ou coisa que o valha, impeça a uma pobre mãe de ver a própria filha.
Isto posto, o Senhor Ponza inclina-se diante das senhoras estupefactas, e retira-se. Mas esta estupefacção ainda não se desfez, e eis que aparece, de novo, a Senhora Frola, com seu arzinho meigo de vaga melancolia, pedindo desculpas se, por sua causa, aquelas boas senhoras se assustaram com a visita que lhes fez o Senhor Ponza, seu genro.
E a Senhora Frola, com a maior simplicidade e naturalidade do mundo, declara, por sua vez, mas debaixo da maior reserva, pelo amor de Deus! porquanto o Senhor Ponza é um funcionário público, e, exactamente por causa disso, ela se absteve de dizê-lo, na primeira vez, visto como isso poderia prejudicá-lo seriamente na carreira; o senhor Ponza, coitadinho – óptimo, óptimo, meticuloso secretário da prefeitura, exacto, preciso em todos os seus actos, todos os seus pensamentos, cheio de qualidades tão boas – o Senhor Ponza só não regula num ponto… O louco é ele, coitadinho, ea sua loucura consiste exactamente nisso: em acreditar que a sua mulher morreu há quatro anos e em ir espalhando que ela é que é a louca, a Senhora Frola,que ainda acredita que a filha está viva. Não, não é para pretextar, engenhosamente, aos olhos dos outros, o seu ciúme quase maníaco e aquela proibição cruel; não, ele acredita seriamente que a mulher morreu e que esta, a que vive com ele, é uma segunda esposa. É um caso dolorosíssimo! Porque, em verdade, com o seu excessivo amor, este homem correu, primeiro, o risco de destruir, de matar a sua mulher, jovem e delicada, tanto assim que foi preciso tirá-la dele, às escondidas, e interná-la, sem que ele o soubesse, numa casa de saúde. Pois bem, o oitadinho, a quem aquele amor exagerado já havia alterado o  cérebro, enlouqueceu; acreditou que a mulher tivesse morrido, de verdade; e esta ideia se fixou de talmodo na sua mente, que não foi mais possível dissuadi-lo, nem mesmo depois que de novo lhe apresentaram a esposa, um ano mais tarde, mas formosa como sempre. Julgou que fosse outra; tanto que foi preciso, com o auxílio de parentes e amigos, simular um segundo matrimónio, que lhe devolveu plenamente o equilíbrio das faculdades mentais.
De uns tempos para cá, porém, a Senhora Frola tem algumas razões para suspeitar que o seu genro tenha caído em si mesmo, e que esteja fingindo, unicamente fingindo acreditar que sua mulher é uma segunda mulher, a fim de possuí-la toda para si, sem contacto com ninguém, porquanto, talvez, de quando em quando, lhe volte o receio de que lha possam roubar de novo, às ocultas.
Não pode ser outra coisa. Do contrário, como explicar todos os cuidados, todas as atenções que ele lhe dispensa, a ela, sua sogra, dada a hipótese de que ele ainda acredite que é, de fato, uma segunda esposa a que possui? Não se sentiria obrigado a ser tão atencioso para com uma mulher que, a ser assim, teria deixado de ser sua sogra, não é verdade? E não é para provar – note-se bem! – que o louco é ele, que a Senhora Frola diz isto tudo; é, de preferência, para se convencer, a si mesma, de que as suas suspeitas são fundadas.
– No entanto, – conclui, com um suspiro que, nos seus lábios, se transforma num suave sorriso – no entanto, a pobre da minha filha deve fingir que não é ela, que é outra; e também sou obrigada a fingir-me de louca, acreditando que a minha filha ainda está viva. Custa-me pouco, graças a Deus, porque ela aí está, cheia de vida e saúde; vejo-a, falo-lhe, mas estou condenada a não viver com ela, a vê-la ea falar-lhe de longe, só para que ele não possa crer ou finja crer que é a minha filha. Deus que a livre! Está morta, ea que vive com ele é uma segunda mulher. Mas, repito, isso que me importa, se desse modo conseguimos viver em paz? Sei que a minha filha é amada e feliz; vejo-a, falo-lhe e me resigno, por amor a ambos, a viver assim ea ser tida também por louca, minha senhora. Enfim, paciência…
Pergunto: não lhes parece que em Valdana todos têm razão de andar assombrados, boquiabertos, e de se olhar, uns aos outros, como insensatos? Quem é o louco? Dos dois, em quem acreditar?
Onde está a realidade? Onde o fantasma?
Só a mulher do Senhor Ponza é que no-lo poderia dizer. Mas não se lhe pode dar crédito, porque, diante dele, confessa que é sua segunda mulher, e, diante da Senhora F rola, confirma ser sua filha. Seria preciso chamá-la à parte e exigir que dissesse, francamente, a verdade. Isto, porém, é impossível. O Senhor Ponza – seja ele ou não o louco – é realmente ciumento e não mostra a mulher a ninguém. Conserva-a lá em cima, como numa prisão, debaixo de sete chaves; e este facto depõe, sem dúvida, em favor da Senhora Frola: mas o Senhor Ponza confessa que é obrigado a proceder assim, e que é sua própria mulher que lho impõe, com medo de que a Senhora Frola lhe entre em casa de surpresa. Pode também ser uma desculpa. Acrescente-se, ainda, que o Senhor Ponza não tem nenhuma criada. Diz que o faz por economia, visto ser forçado a pagar o aluguer de duas casas: e que se sujeita a fazer, por si, a despesa diária: e que a sua esposa, que, no seu dizer, não é a filha da Senhora Frola, se sujeita também, por piedade de uma pobre velha que foi sogra de seu marido, a cuidar de todos os serviços caseiros, mesmo dos mais humildes, privando-se do auxílio de uma criada. Isto parece excessivo a quase todos. Em todo caso, também é verdade que este estado de coisas pode ser explicado, senão pela piedade, pelo ciúme dele.
Todavia, o Senhor Prefeito de Valdana contentou-se com a declaração do Senhor Ponza. Como quer que seja, porém, o depoimento eo procedimento deste não depõem em seu favor, ao menos perante as senhoras de Valdana. mais inclinadas, quase todas, a dar fé à Senhora Frola. Esta, de fato, lhes vem mostrar, solicitamente, todas as cartinhas que deita no cesto para a filha, e outros muitos documentos, aos quais, porém, o Senhor Ponza pede que não dêem crédito, dizendo que foram deixados com ela a fim de contribuir para o piedoso engano.
Uma coisa, porém, é certa: é que ambos demonstram, um pelo outro, um admirável espírito de sacrifício, bastante comovedor; e que cada um tem pela presumida loucura do outro a consideração mais encantadoramente piedosa. Ambos raciocinam, magnificamente; tanto assim que, em Valdana, jamais passaria pela cabeça de quem quer que fosse a ideia de que um deles seja louco, se eles mesmos não o tivessem dito: o Senhor Ponza a respeito da Senhora Frola ea Senhora Frola a respeito do Senhor Ponza.
A Senhora Frola vai, quase sempre, à Prefeitura, visitar o genro e pedir-lhe algum conselho, quando não o espera à saída, para que ele a acompanhe nas suas compras; e também, muitas vezes, por seu turno, à noite, nas horas vagas, o Senhor Ponza vai visitar a Senhora Frola no apartamento mobilado; e toda vez que ambos se encontram, casualmente, na rua, com a maior cordialidade, continuam andando juntos; ele lhe dá a direita e, se ela se cansa, lhe estende o braço e vão assim, juntos, entre o despeito surdo eo espanto ea consternação do povo, que os estuda, os examina, os observa, e, nada! Ainda não consegue, de modo algum, compreender qual dos dois é o louco, onde está o fantasma, e onde a realidade…


In Italiano – La signora Frola e il signor Ponza suo genero (1917)

Indice
Introdução
Lívio Panizza - Macho e femea no teatro Pirandelino
Obras
1909A luz da outra casa
1914A realidade do sonho
1917A senhora Frola e o senhor Ponza
1919A patente

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